segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PAIXÃO PELO MOTOCICLISMO

Muitos acham que vestimos aquelas roupas de couro apertadas, deconfortáveis, capacetes coloridos apenas para chamar atenção. Mas uma vez que as viseiras fumês são levantadas, o que se vê são olhos bonitos, limpos e cheios de lágrimas; olhos onde você poderia se perder neles, chegar em suas almas e ver o quanto pura elas são. Tirando nossas roupas de couro e capacetes, você verá que somos como crianças grandes, nada mais que isso.

Gostamos da vida, de carne, cerveja e tudo que é bom, mas também continuamos procurando pela mãe quando as coisas dão errado. Tem gente que diz que quando montamos em nossas motos, anjos e demônios vão conosco! Pode até ser verdade. É um tipo de dualismo que faz esse estilo de vida ser tão rico em emoções, que fazem seu coração bater mais rápido, parecendo que vai sair pelo peito a qualquer momento.

Demônios fazem você acelerar, irracionais e violentas aceleradas, na hora que a adrenalina corre direto pelo corpo e você fica tremendo por vários minutos. Anjos carregam com eles a face e as vozes dos que não estão mais conosco, vozes da experiência, que por vezes foram forjadas por ossos quebrados, mas que nos fazem pensar o quanto pode ser doloroso a brincadeira. Sim é verdade que você pode morrer pilotando uma moto; isso pode acontecer com qualquer um de nós. E machuca, realmente machuca. Mas nada se compara à quantidade de lembranças fantásticas, em "flashes", que duram uma eternidade de risadas e que deixam a vida muito mais alegre. Risadas altas e profundas que vem do coração, tão altas que fazem o sol brilhar num dia nublado.


Converse com qualquer um de nós. Peça para contarmos uma história de um dos nossos últimos passeios. Alguma curva da estrada de sua montanha preferida ou alguma viagem e você se perderá naqueles olhos sorridentes, naquele sorriso natural que, gradualmente, se espalha pelo rosto inteiro. Mas converse com qualquer um de nós e pergunte como a vida seria, se algum dia tivéssemos de desistir de nossa paixão. Tudo que você irá escutar é o som do silêncio. E verá que aquele rosto sorridente do "garoto" ficará vazio. Sim, você pode morrer em uma moto, mas acredite, não há melhor jeito de se viver o pouco tempo que nos é dado! E se você não entendeu nada até agora, não se preocupe, você nunca entenderá!

Mas se um dia você estiver na estrada, com sua família na segurança de seu carro, e um de nós passar vagarosamente, e o seu filho, sentado no banco de trás, virar a cabeça e acenar, empolgado, cumprimentando o motociclista. Não tente entendê-lo. Ele, com toda sua inocência, vê em nós uma centelha de algo que você nunca reparou! E pode ter certeza que o motociclista acenará também. Não há nada de errado nisso, pois você sabe que anjos, na terra, se cumprimentam!

domingo, 30 de outubro de 2011



Do negro asfalto o calor emana,
cruzam potentes motores roncando,
pilotos firmes, em fila indiana,
nossa aventura esta começando
Admirar a intervenção divina
numa montanha, ladeira ou rio
no horizonte a linha cristalina
é só o início desse desafio
Longas estradas sob o céu azul
esntrelaçadas em linhas brilhantes,
os ventos frescos do norte e do sul
são companheiros desses viajantes
Mas de repente o céu escurece
e aproveitamos o cair da chuva
um temporal nunca nos entristece
estamos sempre de jaqueta e luvas
Parar um pouco se faz necessário
para relaxar e esfriar os motores
damos vazão ao nosso imaginário
mirando os campos, as aves e flores
Enfim, chegamos, felizes da vida;
rir, descansar, recordar a jornada;
não tarda muito e alguém da a partida,
fila indiana outra vez na estrada
Já descansados das aceleradas,
chegando em casa eu tive um palpite:
"Para os amantes de moto e estradas,
talvez o mundo não tenha limites..."

Estrada Eterna



Cada pedaço desta estrada é sagrada
Cada curva, subidas e descidas, acostamentos, árvores e sombras
Tudo foi santificado por acontecimentos tristes e alegres
A própria estrada, que por onde se abre, agora novos lugares se achegam
nunca antes vistos quando por ali passou
O próprio asfalto, que amorosamente responde as nossas aceleradas
enriquecido com o sangue de nossos companheiros e irmãos
E o nosso coração está consciente da empatia do contato com a estrada
Até os que a pouco conhecem vão amar estar na solidão sombria e
ao cair da noite saudarão o estradeiro que d'ela regressa
E ao lado de fogueiras, escutar suas estórias
E quando, por fim o último estradeiro perecer
suas estórias serão contadas
e estaremos presentes em todas as estradas
E quando o filho de nossos filhos
se julgarem sozinhos a beira de uma estrada
Não estarão sós
Pela estrada, quando tudo estiver em silêncio e deserto
Estarão, sim, apinhadas de estradeiros
com suas motos e o ronco de seus motores
Que regressam
enchendo de alegria aqueles que amam a estrada

Vida de um estradeiro



De posse do ronco do motor de minha moto

Vou rodando em busca de aventuras

E de novas estradas

Levo saudade no peito

Muitos sonhos...

A lua e as estrelas me fazem companhia

As estradas sinuosas são companheiras fiéis

Amigos encontro pelo caminho

Mais seguir em frente é meu destino

Risadas, choros, alegrias e tristezas

Essa é minha vida e dela sou refém

Sem destino é um prazer

Viver assim sem rumo

Vida de estradeiro, não existe nada que se compare

E eu adoro minha vida

A MOTOCICLETA NO BRASIL



A história da motocicleta no Brasil começa no início do século passado (1910 ) com a importação de muitas motos européias e algumas de fabricação americana, juntamente com veículos similares como sidecars e triciclos com motores. No final da década de 10 já existiam cerca de 19 marcas rodando no país, entre elas as americanas Indian e Harley-Davidson, a belga FN de 4 cilindros, a inglesa Henderson e a alemã NSU.
A grande diversidade de modelos de motos provocou o aparecimento de diversos clubes e alguns tipos de provas e competições, como o raid do Rio de Janeiro a São Paulo, numa época em que não existia nem a antiga estrada Rio-São Paulo. No final da década de 30 começaram a chegar ao Brasil as máquinas japonesas, a primeira, da marca Asahi.
Durante a guerra as importações de motos foram suspensas, mas retornaram com força após o final do conflito. Chegaram NSU, BMW, Zündapp (alemãs), Triumph, Norton, Vincent, Royal-Enfield, Matchless (inglesas), Indian e Harley-Davidson (americanas), Guzzi (italiana), Jawa (tcheca), entre outras.

A 1a MOTO BRASILEIRA

A primeira motocicleta fabricada no Brasil foi a Monark (ainda com motor inglês BSA de 125cm3), em 1951. Depois a fábrica lançou três modelos maiores com propulsores CZ e Jawa, da Tchecoslováquia e um ciclomotor (Monareta) equipado com motor NSU alemão. Nessa mesma década apareceram em São Paulo as motonetas Lambreta, Saci e Moskito e no Rio de Janeiro começaram a fabricar a Iso, que vinha com um motor italiano de 150cm3, a Vespa e o Gulliver, um ciclomotor.
O crescimento da indústria automobilística no Brasil, juntamente com a facilidade de compra dos carros, a partir da década de 60, praticamente paralisou a indústria de motocicletas. Somente na década de 70 o motociclismo ressurgiu com força, verificando-se a importação de motos japonesas (Honda, Yamaha, Suzuki) e italianas. Surgiram também as brasileiras FBM (que só subia embalada) e a AVL. No final dos anos 70, início dos 80, surgiram várias montadoras, como a Honda, Yamaha, Piaggio, Brumana, Motovi (nome usado pela Harley-Davidson na fábrica do Brasil), Alpina, etc. Nos anos 80 observou-se outra retração no mercado de motocicletas, quando várias montadoras fecharam as portas. Foi quando apareceu a maior motocicleta do mundo, na época, a Amazonas, que tinha motor Volkswagen de 1600cm3 , da Brasília.
Atualmente a Honda e a Yamaha dominam o mercado brasileiro, e são seguidas pela, Suzuki, Kasinski, Sundown , Daelin, Harley-Davidson e, em breve por uma gigante indiana, mas aí já deixou de ser história.

Definições bem-humoradas de quem gosta de moto



Este é um pequeno glossário sobre os seres e espécies de seres bípedes que fazem parte da fauna de duas rodas. É sempre bom conhecer estes termos, pois deve-se ter um certo cuidado ao adereçar um destes seres, pois se chamá-lo pela denominação errada com certeza vai levar um xingão.

Motoqueiro: Indivíduo bípede que anda sobre uma máquina que também tem dois pontos de contato com o solo. Notem que qualquer ser que consegue equilibrar-se sobre os quartos traseiros pode ser motoqueiro (com o preço que está uma CG 84 a álcool, qualquer um pode). Quando este indivíduo comprou seu veículo de duas rodas, acreditava que qualquer coisa sobre o asfalto com mais de duas rodas é um obstáculo a ser vencido (tem certeza que se tivesse comprado aquela DT 180 85 daria para pular por cima). Atualmente, depois de três multas por andar sem capacete, várias mijadas de guardas por estar de chinelo e sua foto (ou melhor, a da traseira da moto com ele cobrindo a placa com a mão enquanto "fazia bundão" pro pardal) espalhada por todas as repartições do Detran, ele É o dono da rua. Sua próxima aquisição será aquele ferrinho de pôr na rabeta para poder empinar sem estourar a lanterna traseira...Aí sim vai ser animal passar nos pardais.

Motociclista: Ser humano sobre uma máquina de duas rodas. Se considera a casta nobre dos condutores de veículos motorizados, pois só anda de capacete, não grita "Volta pra cozinha!!!!" quando uma mulher inadvertidamente lhe fecha no trânsito e nunca joga papel de bala no chão. Não consegue ficar 15 minutos sem pensar na sua possante, e acha que não existe coisa melhor no mundo do que andar de moto. Se sua mulher deixasse, guardava a moto na sala de jantar. Mas como não há substituto para sexo, guarda a moto debaixo de uma lona na garagem mesmo (mas só cobre depois do motor esfriar, nem que tenha que ir até a garagem as 3:00 horas da manhã mais fria do inverno para cobrí-la).

Biker: Ser totalmente sui generis. Também se considera de uma casta nobre, mas de um filó absolutamente diferente dos demais. Começou aos 10 anos com uma Caloi Super, de quadro de ferro e 10 marchas (era o moleque mais rápido do quarteirão no Polícia e Ladrão sobre bicicletas). Quando cresceu e virou gente, a 1ª moto que comprou foi uma RD350, que passava horas lavando e encerando. Divertiu-se muito com esta RD ("Meu, tu não acredita em quantos minuto fiz do trampo pra casa, e isso ao meio-dia"). Aí ganhou mais dinheiro, teve dois filhos, trocou a Parati rebaixada com vidro fumê por um Santana de 4 portas e comprou uma esportiva. Mais de 130 cavalos, sem contar o condutor, e velocidade final de 270 km/h (mas com o Sarachú que ele vai colocar vai passar dos 285 frouxo). Sua diversão é subir até o topo da serra e descer, uma vez atrás da outra, das 8:00 às 11:30 de todo sábado de sol, fazendo todas as curvas na horizontal. Sempre se veste com uma jaqueta que se liga por zíper à calça, das cores mais psicodélicas possíveis e que geralmente custam um valor de 4 dígitos. Quando chega em casa pro almoço depois do exercício de sábado, a 1ª; coisa que faz é abrir a jaqueta de guerreiro do futuro pós-apocalíptico e amarrar as mangas na cintura e em seguida atacar a geladeira atrás de líquidos, pois quase desidrata de tanto suar dentro do uniforme. Depois de beber dois litros de água, suco, chá, cerveja, etc, beija a mulher (como sempre ela manda ele tomar banho porque está fedendo chulé) e vai vistoriar os novos riscos nas pedaleiras que fez naquelas curvas animais da serra. E pensa consigo mesmo "Até sábado que vem ponho o Sarachu, aí sim vai dar pra aproveitar toda a potência da moto".

Coxinha: Na verdade, esta definição serve para todas as tribos. É aquele ser que tem um veículo de duas rodas dentro da sala de TV. Acha que o importante é ficar babando em cima da moto, e só anda com ela nos fins de semana de sol e quando emenda um feriadão e não vai viajar com a patroa e os 3 filhos. Seu maior prazer é sair de carro com os amigos e falar de motos. Quando sai para dar umas voltas (depois de entrar no site do Inmet para ver se corria risco de tomar chuva naquele sábado de céu azul), não pára em sinaleiro sem ficar acelerando o motor. Geralmente sai no gás para frear em cima do carro em frente a 30 metros. Sua política é que moto é a melhor coisa do mundo, mas em viagem de mais de 30 km é melhor ir de carro por ser mais seguro, ter rádio toca-fita com magazine de 12 CDs no porta-malas, ar condicionado, etc. Além do mais, não sei não, mas parece que vai chover semana que vem, por isso não sei se vai dar pra ir junto com vocês...

Tiro Curto: Denominação dada a um ser vivente sobre duas rodas que vai a qualquer encontro, em qualquer lugar, pagando ou não, com qualquer tempo, mas raramente chega lá no dia programado. Sempre fica no meio do caminho para arrumar um probleminha na moto que só depende de se conseguir uma peçinha na cidade vizinha. A sua moto é o arquétipo da moto ideal, mecanicamente perfeita, e aqueles barulhinhos irregulares são charme. A bomba de óleo que estourou ontem, o fluido de freio vazando na semana passada e a torneira de combustível entupida do último encontro (30 dias antes) são coisas da vida que acontecem com qualquer um. Geralmente é o 1º a apoiar a idéia do MC comprar uma carretinha pro carro de apoio ("Lembra daquela vez que o Ciclano teve de dormir naquele motel pulgueiro? Ainda bem que não estava junto, já que minha moto estava na revisão, mas se a gente tivesse a carreta vocês poderiam ter colocado aquela porcaria da moto dele em cima"). Facilmente reconhecido, pois conhece os nomes de todo mundo na sua concessionária, do mecânico-chefe ao gerente ao cara de CG que faz entregas. Quando consegue chegar de volta de um encontro sobre a moto (e não dentro do carro de apoio) fala pra todo mundo que este foi um dos melhores encontros que aquela cidadezinha já fez. Muito melhor que o do ano passado, pois de tanta chuva (na verdade era uma garoa forte) molhou as velas e teve de dormir num hotel na entrada da cidade que lhe cobrou uma nota preta. "Este ano foi diferente, a organização não deixou ninguém nos explorar com hotéis caros... Aquela mancha de óleo ali? Isso é óleo que jogaram embaixo só para me sacanear. Esta moto não dá oficina".

CGzeiro: Começou com uma Turuna 80 (aliás, impecável) do tio dele e agora esta já na sua 3ª Today. Seu sonho de consumo era uma Titan ES, mas agora com a YBR, está em dúvida...se a troca de óleo for mais barata pode até pensar. Entre seus amigos é muito querido, pois além de fazer zerinhos perfeitos ("aquela vez que a moto escapou e acertou um Palio 16v estacionado do outro lado da rua foi porque a rua ali na frente do colégio tem muita pedrinha solta por causa dos ônibus que passam de monte") faz a melhor antena corta-cerol do bairro. Pensa um dia escrever para a Duas Rodas e perguntar se não querem fazer um teste com seu corta-cerol. Numa dessas pode até começar a faturar uns trocados com os pedidos...

Superbiker: Ser sobre duas rodas bastante curioso. Sua filosofia de vida é chegar lá. Não importa onde, desde que seja rápido. E antes dos colegas com aquelas velharias de 1998. Seu modo de trajar é bastante semelhante ao do biker, mas diferem por sempre usarem capacetes de fibra de carbono com kevlar trançado, viseira anti-embaçante e a prova de impactos e cinta jugular acolchoada de nylon anti-alérgico que pesa somente 127 g. Têm um jeito peculiar de andar quando estão sobre os próprios pés, pois sempre inclinam a cabeça para frente para melhorar a penetração aerodinâmica. Não são muito vistos sobre as motos, pois quando você vai olhar eles já passaram. Detestam andar devagar, pois o pressurized air charged direct double induction system só começa a funcionar a partir dos 195 km/h (se bem que a nível do mar já entra nos 185 km/h). Além do mais, andar a menos de 200 km/h é coisa de frouxo. São facilmente reconhecíveis nas boates dos encontros, pois sempre são os primeiros a chegar, e quando se pergunta a um deles se o túnel na BR ainda estava em reformas eles respondem "Reformas? Não vi máquina nenhuma...". Outra característica marcante é seu ódio descomunal a insetos. Isto porque dói pra cacete levar uma besourada no pescoço a 298 km/h. Acredita piamente que até o ano 2010 estarão em produção motos de série que rompem a barreira do som ("Aí sim vai dar para curtir o vento no rosto...").

Cruiser (Custom): Seu nome é derivado do tipo de moto de duas rodas que pilotam. Sua filosofia de vida é ir, não importa quanto tempo leva nem se vão chegar lá. Só ouvem rock, e respiram couro e comem cromo. Se não for cromado não presta. Vestem-se dos pés a cabeça com roupas de couro (até no capacete as vezes), incluindo-se cuecas e meias, geralmente na cor preta. Além do couro, adoram usar penduricalhos presos a roupa, como correntinhas, broches, etc. Não gostam muito do verão por que no sol toda esta roupa preta esquenta pra cacete. Consideram-se os bad boys do reino de duas rodas, mas a maioria pede: "por favor, não fala palavrão" e até respeitam mulheres no trânsito. Também não gostam de insetos, pois como geralmente usam elmos abertos, detestam comê-los quando estão pilotando. Nos encontros, se você perguntar se o túnel na BR ainda está em reformas, respondem com detalhes, pois andam tão devagar que conseguem até ler o nome nos crachás dos trabalhadores.

Trilheiro: Este ser não faz parte da fauna urbana, pois só se sente a vontade quando está no meio do mato. Seu credo é "no barro é que me realizo". Estes bípedes só são felizes quando estão com barro até a cueca, já que andar no asfalto é coisa de mariquinha. Quanto mais chover melhor, pois assim a trilha estará bem enlameada. É um dos poucos seres sobre motos que sabe lavar roupa, pois sua mulher se recusa a pôr a mão ou deixar que a empregada lave aquela imundície que é a roupa dele andar de moto. Detestam os coxinhas e flanelinhas (ver abaixo), já que moto limpa não presta e é no mínimo coisa de fresco. Não vão muito a encontros, pois só existem encontros em cidades, nunca na terra ou no mato, e andar no asfalto é coisa de mariazinha.

Flanelinha: Também é um categoria de ser, sendo encontrado em todas as tribos e filos. Este ser bípide tem como meta na vida deixar sua moto brilhando. Não existe coisa pior que mancha ou sujeira. Também são uns dos poucos que lavam roupa, pois só usam roupa limpa ao andar de moto para não sujar o banco. Nos encontros que vão (apenas na época de seca e somente em cidades limpas) ganham todos os prêmios de moto mais bem conservada. Caracteristicamente sempre carregam um paninho, pois sempre pode aparecer uma sujeirinha. Conhecem de cor nomes e fabricantes de todas as marcas e tipos de cêras e polidores, além de conseguirem citar de traz para frente a sequência de lavagem de sua moto. Uns chegam ao ponto de plastificar a moto inteira ("Sabe como é, radiação ultra-violeta pode danificar a pintura. Nunca dá pra descuidar"). Nos encontros, para achá-los é só ir onde estão as meninas em trajes mínimos lavando motos. Geralmente tem um flanelinha ajudando ou ensinado elas a lavar.

Estradeiro: É uma espécie de nômade, que ainda não conseguiu criar raízes em lugar algum. Na dúvida, ele pega a estrada, não importa pra onde, desde que seja longe. Também não se importa em quanto tempo vai levar ou se tem alguma coisa lá, o importante é ir. Uma de suas características é transformar a moto num motorhome, com malas, alforjes, bagageiros, mochilas e pochetes por tudo, sempre com um 2º capacete em cima da pilha mais alta. Ó único ser sobre duas rodas que acha que talvez não seja totalmente verídica a estória que todo caminhoneiro tem a mãe na zona. Afinal, naquela viagem do mês passado ao Aconcágua que fez saindo pela Transamazônica, foi um caminhoneiro que lhe deu carona de volta a Manaus quando o pneu traseiro rasgou. Também não gosta de insetos, porque deixam aquela mancha verde na viseira. Sempre que se encontrar um estradeiro e ele disser já volto, desconfie, pois pode resolver que faz tempo que não vai às Missões e só voltar dali a um mês. Se pudesse, trocaria o irmão mais novo para ir de moto à Daytona. Saindo da Terra do Fogo, é claro.

Motoclube: Uma reunião formal, legalizada e com estatuto de seres sobre duas rodas. Normalmente, é composto por apenas uma espécie de ser, e todos são identificados por uma jaqueta ou colete de preferência bem surrados com uma figura nas costas e escrito embaixo "Pelo asfalto, minha vida" ou qualquer outro dizer imperioso assim. Quanto mais coisas e penduricalhos conseguir colar, costurar ou amarrar no colete ou jaqueta, melhor. Seus integrantes, nos encontros, só se misturam com integrantes de outros MC de seres da mesma espécie, e sua principal diversão é falar mal dos encontros pagos e das outras espécies. Alguns até tem sede própria, onde fazem as reuniões para decidir que encontro pagos vão boicotar ou qual membro vai ser punido por não usar o broche do grupo no último encontro que foram. A maior ocupação de seus integrantes é confeccionar adesivos para poderem trocar com os outros MC e aí colar no painel da sede. Os Motoclubes mais abonados mandam pintar o carro de apoio, a carretinha e a sede inteira com as cores do grupo, e com uma baita brasão na parede (no carro de apoio colocam aqueles adesivos magnéticos com o emblema do MC nas portas). Para se relacionar bem com estes seres, é necessário certo conhecimento de zoologia para se poder saber qual o bicho é o animal que adotaram como símbolo (além dos seus hábitos, se é carnívoro, onde se encontra, seus ritos de acasalamento, etc.).

os 13 "azares" de um motociclista



Por mais experiente que sejamos, nunca é demais lembrar o mais banal...

1 - Por mais bem cuidada e mantida que esteja sua moto, em algum momento, ela inevitavelmente e inesperadamente vai apontar um defeito seríssimo, seja de peça, instalação mal feita, uso indevido ou fadiga técnica, ela vai te deixar na estrada. Portanto, viva cuidando dela como se cuida de um bebê doente.

2 - Os maiores perigos que você encontra nas curvas são: óleo, areia, pedra e buracos.
Tenha certeza que toda curva tem isso tudo e algo mais pra te jogar no chão. Vá com atenção e preparado para tudo isso.

3 - Você nunca ultrapassa ninguém numa curva por medida de segurança.
Pois é em toda curva que um engraçadinho quer te ultrapassar.
Faça sempre a curva com todo cuidado baixando a velocidade muito antes dela começar, e tenha certeza que não haja um desgraçado afoito querendo te ultrapassar nesse momento.

4 - Ao olhar pelo retrovisor, você nunca vê o veículo que te espreita a poucos metros atrás de você. Acredite que sempre há alguém colado em você.

5 - Todo semáforo quando está verde, sempre está sendo cruzado na transversal por um daltônico. Portanto nunca cruze o sinal verde com tanta confiança. Cruze o sinal em velocidade baixa capaz de frear se preciso, como se ele estivesse amarelo.

6 - Numa estrada, você sempre está de olho no retrovisor e percebeu que não há ninguém atrás de você a muito tempo, pois é exatamente nesse momento inesperado que surge "do nada" um veiculo te ultrapassando por qualquer dos lados.

7 - Por mais prudente e comedido que seja, o motociclista sempre paga o pato pelo erro dos outros. Portanto seja prudente para si e pelos erros e imprudências dos outros também.

8 - Por mais que você mantenha distância do veiculo á frente para garantir sua segurança, o veículo que está exatamente atrás de você, com certeza colou na sua traseira, e o pior, que você nunca o vê no seu retrovisor.
Portanto, conduza sua moto prevendo os desgraçados que querem passar com um caminhão por cima de sua moto, dosando a distancia do veículo da frente e de traz.

9 - Por mais emergência que você tenha em chegar ao seu destino, você sempre conduz sua moto em velocidade de segurança,...
Mas com certeza alguém que quer te ultrapassar a 200 km/h, o faz por mera imprudência sem nenhuma emergência justificável e sem nenhum respeito por sua vida e segurança.
Quando viável, prefira a pista da direita e danem-se os apressadinhos.

10 - Por mais comedido que você seja, nunca ultrapassando os limites de velocidade da pista, sempre há um idiota que quer ultrapassá-lo quando você mesmo já está no limite da velocidade permitida.
Por mais direito que você tenha de estar andando na pista esquerda, no limite de velocidade, sempre há alguém sexualmente impotente, geralmente com um carro caro e veloz, que não se conforma em andar atrás de sua moto se não te ultrapassar e depois ficar colado na sua frente feito molenga.

11 - A gasolina sempre acaba a uma distância sempre superior a 15 km do posto mais próximo numa estrada sem movimento e debaixo de uma chuva anunciada. Nunca deixe a gasolina chegar à reserva.

12 - Você sempre leva na sua “ferramenteira”, peças sobressalentes da moto como: velas, cabo de embreagem, filtros, reparos em geral..., mas com certeza, na sua viajem mais planejada a sua moto vai quebrar a peça que você não dispõe no alforje e a oficina mais próxima está a 15 km de você e fechada por ser feriado municipal. Portanto, não existe peça sobressalente de reposição inútil no seu alforje.

13 - Você, como precavido que é, sempre leva capa de chuva nos dias de céu encoberto, mas, tenha certeza que a chuva só cai em dias de sol forte e quando você deixa sua capa em casa.

7 Pecados Capitais do Motociclista



Existem ainda muitos outros pecados, mas estes sete são os capitais, aqueles que mandam o motociclista diretamente para o inferno, sem escala no purgatório!

1) Trocar o óleo a cada 1.000 km. A confusão se dá graças ao Manual do Proprietário das motos utilitárias que trazem a informação de que a PRIMEIRA troca deve ser feita com 1.000 km porque é uma forma de retirar sobras de material que podem ter se deslocado durante o período de amaciamento. As demais trocas podem ser feitas com os 3.000 km indicados pelo fabricante da moto. Só que motociclistas profissionais (motoboys) usam a moto sob condições muito severas e trocam óleo a cada 1.500 km. Mesmo nestes casos a troca na metade do indicado já é um exagero, porque naqueles 3.000 km indicados pelo fabricante já implica uma enorme margem de segurança. Pior que essa crença já se espalhou para donos de motos grandes e esse comportamento resulta em um despejo desnecessário de poluentes no ambiente. Para quem usa a moto de forma racional e equilibrada, o período recomendado pelo fabricante está de ótimo tamanho. Dentro deste pecado existe um “subpecado”: motores não consomem óleo! Como não??? Todo motor, desde o mais simples, até o de Fórmula 1 consome óleo, porque é uma conseqüência natural do aquecimento do motor. Leio com freqüência assustadora pessoas reclamando que foi trocar o óleo e faltava meio litro, ou 300 ml. Alguns motores de concepção mais antiga consomem até 30% de óleo a cada 1.000 km, sem que se possa chamar isso de defeito. Em uso severo, o motor da moto mais vendida do Brasil chega a consumir estes 30% sem que hajam vazamentos. Cabe ao motociclista acatar a recomendação do fabricante e verificar o nível a cada 1.000 km. Mas não precisa trocar, tá?

2) Descarbonização. Essa é uma das aberrações mais comuns. Também refere-se à troca de óleo. Algum “mexânico” inventou isso lá nos anos 50 e acabou sendo resgatado graças à internet. Funciona assim: o sujeito retira o óleo usado do motor, fecha o bujão e enche o cárter com querosene ou produtos chamados de “flush” (descarga, em inglês). Depois liga o motor por alguns segundos e drena o querosene, antes de colocar o óleo novo. É a forma mais fácil de acabar com o motor de uma moto!!! Dentro do motor existem anéis de vedação (retentores) feitos de borracha e que nasceram para viver mergulhados no óleo. O solvente ataca esses anéis e provocam os vazamentos internos. Por isso a gente vê tanta moto soltando fumaça pelo escapamento...

3) Rodízio de pneus. Essa é mais comum no Norte/Nordeste. A região Nordeste vive uma explosão de consumo geral e especialmente de moto. Em pouco mais de 10 anos o mercado de motos no NE cresceu 750% enquanto o resto do país cresceu 445%. Isso explica muitos procedimentos errados apenas por falta de informação que leva o neo-motociclista a tratar a moto como se fosse um carro de duas rodas. Nos carros é normal fazer rodízio de pneus – embora já seja condenado por especialistas. Mas nas motos o pneu dianteiro é muito diferente do traseiro e têm funções bem específicas. No piso molhado o pneu dianteiro funciona como uma lâmina que corta a água e o traseiro completa o serviço. Por isso é quase impossível uma moto aquaplanar. Ao usar o pneu traseiro na frente o risco de aquaplanagem é enorme porque o desenho do pneu não foi projetado para ser usado dessa posição.

4) Para cada dois pneus traseiros troca-se apenas um dianteiro. Nããão! Esta é uma mentira recorrente porque é natural o pneu traseiro gastar mais rápido por um motivo até evidente: é o pneu da roda motriz, que recebe todo esforço da tração. Nas motos utilitárias, também é o pneu que recebe mais carga quando roda com baú ou com garupa (nas moto-taxis). Como o fator de maior desgaste do pneu é carga (massa), é normal o pneu traseiro gastar mais. Só que na hora de trocar deve-se trocar sempre os dois, porque a moto é um veículo tandem, com uma roda na frente da outra. Como elas rodam a mesma distância, quando o traseiro estiver gasto é sinal que o dianteiro já está comprometido, mesmo que aparentemente novo. Outro engano comum é usar pneus de modelo diferente na frente e atrás. Pneus de motos devem sempre ser do mesmo modelo e marca; quando se misturam marcas ou modelos ocorre o que se chama de “crise de paridade”, quando o pneu traseiro “não entende” o que faz o dianteiro!

5) Reduzir a marcha diminui o espaço numa frenagem de emergência. Este equívoco é cometido por causa das competições e de uma das grandes mentiras sobre pilotagem: o freio motor! Motor é motor; freio é freio. Não existe “freio-motor” em veículos leves, muito menos em moto, a redução que se sente pode ser chamada de “efeito redutor”, mas nunca de frenagem. Para que o motor tenha efeito redutor na roda é preciso que a rotação angular do motor (giro) seja menor que o da roda motriz. Isso só é possível se o câmbio for equipado com uma caixa redutora, como nos caminhões e veículos pesados. Os caminhões contam com este efeito de freio-motor porque precisam frear 20 a 30 toneladas o que seria difícil só com o freio mecânico das rodas. Carros e motos precisam anular o motor para frear no menor espaço possível. Para isso é preciso acionar a embreagem junto com o freio e esquecer o câmbio. Não acredita? Então faça a seguinte experiência: engate a primeira marcha do seu carro (ou moto) solte a embreagem e deixe pegar velocidade sem acelerar. Depois tente frear sem acionar a embreagem. A sensação é que o motor continua empurrando o carro. Isso porque a rotação do motor é maior do que das rodas. A confusão do freio-motor se dá porque nas competições os pilotos reduzem a marcha nas entradas de curva. Mas isso só é feito para que a moto (ou carro) tenha rotação para sair da curva. Quem freia é o freio; quem empurra é o motor. Pronto e acabou!

6) Pneu mais largo melhora a estabilidade. Mais uma vez é a confusão criada por acreditar que moto é um carro de duas rodas. Nos carros os pneus mais largos podem melhorar a estabilidade porque oferecem maior área de borracha em contato com o solo. Mas nas motos é diferente, porque a moto precisa inclinar nas curvas. Quanto mais inclinar, maior pode ser a velocidade de contorno da curva. Para que consiga um grande grau de inclinação é fundamental que o pneu tenha o desenho convexo. Quanto mais convexo, maior a inclinação. Ao usar um pneu mais largo na mesma medida de roda, o pneu ficará deformado, reduzindo a convexidade do desenho. Logo, a moto inclinará menos na curva. Claro que existem tolerâncias. Por exemplo, ao passar de um pneu 180 para 190 não causará um problema. Nem de 130 para 140. Mas alguns motociclistas exageram e, em função de um padrão estético, querem usar o mais largo possível, passando de 130 para 150 ou de 160 para 190. Aí será um martírio inclinar a moto nas curvas. Nos fóruns pode-se até ler depoimentos sobre a “melhora” ao usar um pneu mais largo. Mas esta sensação de melhora não vem da largura do pneu e sim do fato de ser NOVO! O cara tira um pneu velho, gasto e coloca um novo, claro que vai sentir melhora, mas não é resultado da largura!

7) O capacete deve ser duro! Esta mentira é alimentada até por jornalistas inexperientes, principalmente de TV. A função primordial do capacete é reduzir a transferência das ondas de choque para o crânio de quem está usando. Se for uma peça dura, a onda de choque chega com grande intensidade lá dentro da cabeça, transformando o cérebro num mingau. Se capacete tivesse de ser duro a gente deveria usar um sino da cabeça! Na verdade o capacete deve ser flexível, deformável e bem acolchoado para que a energia do choque seja dissipada o máximo possível antes de chegar no cérebro. Por isso usam-se o estireno (isopor) e camadas internas de espuma. A calota precisa ter flexibilidade, não muita para não pular que nem uma bola de basquete, mas o suficiente para espalhar a energia pela superfície. Pelo mesmo motivo, o capacete deve ser o mais justo possível, porque se ficar folgado o capacete bate no chão e a cabeça bate contra a parte interna do capacete. Sei que é chato, mas é melhor bem justo até não se deslocar com o vento.
Não seja um "pecador". Cuide bem da sua moto!

Truques para abastecer as Motos !!!



Assim que você levar a sério e passar a aplicar as "dicas" abaixo, passará a aproveitar ao máximo seu combustível e, portanto, seu dinheiro. Esperamos que lhes seja proveitoso.
O autor deste texto trabalha numa refinaria há 31 anos. Engenheiro de Segurança para abastecer os veículos! Interessante!

*1ª Dica: ***Encher o tanque sempre pela manhã, o mais cedo possível.***
A temperatura ambiente e do solo é mais baixa. Todas os postos de combustíveis têm seus depósitos debaixo terra. Ao estar mais fria a terra, a densidade da gasolina e do diesel é menor. O contrário se passa durante o dia, que a temperatura do solo sobe, e os combustíveis tendem a expandir-se. Por isto, se você enche o tanque ao meio dia, pela tarde ou ao anoitecer, o litro de combustível não será um litro exatamente. Na indústria petrolífera a gravidade específica e a temperatura de um solo tem um papel muito importante. Onde eu trabalho, cada carregamento de combustível nos caminhões é cuidadosamente controlada no que diz respeito à temperatura. Para que, a cada galão vertido no depósito (cisterna) do caminhão seja exato.

*2ª Dica: Quando for pessoalmente encher o tanque, não aperte a pistola ao máximo (pedir ao frentista no caso de ser servido). Segundo a pressão que se exerça sobre a pistola, a velocidade pode ser lenta, média ou alta. Prefira sempre o modo mais lento e poupará mais dinheiro. Ao encher mais lentamente, cria-se menos vapor, e a maior parte do combustível vertido converte-se num cheio real, eficaz. Todas as mangueiras vertedoras de combustível devolvem o vapor para o depósito. Se encherem o tanque apertando a pistola ao máximo uma percentagem do precioso líquido que entra no tanque do seu veículo se transforma em vapor do combustível, já contabilizado, volta pela mangueira de combustível (surtidor) ao depósito da estação. Isso faz com que, os postos consigam recuperar parte do combustível vendido, e o usuário acaba pagando como se tivesse recebido a real quantidade contabilizada, menos combustível no tanque pagando mais dinheiro.

*3ª Dica: Encher o tanque antes de que este baixe da metade.***Quanto mais combustível tenha no depósito, menos ar há dentro do mesmo. O combustível se evapora mais rapidamente do que você pensa. Os grandes depósitos cisterna das refinarias têm tetos flutuantes no interior, mantendo o ar separado do combustível, com o objetivo de manter a evaporação ao mínimo.

*4ª Dica: Não encher o tanque quando o posto de combustíveis estiver sendo reabastecido e nem imediatamente depois.***Se chega você ao posto de combustíveis e vê um caminhão tanque que está abastecendo os depósitos subterrâneos do mesmo, ou os acaba de reabastecer, evite, se puder, abastecer no dito posto nesse momento. Ao reabastecer os depósitos, o combustível é jorrado dentro do depósito, isso faz com que o combustível ainda restante nos mesmos seja agitado e os sedimentos assentados ao fundo acabam ficando em suspensão por um tempo.Assim sendo você corre o risco de abastecer seu tanque com combustível sujo.

Código do Motociclista



Eu piloto puramente, e somente, porque é divertido.

Eu piloto porque eu desfruto da liberdade que sinto ao estar exposto aos elementos e da vulnerabilidade ao perigo que é intrínseca à pilotar.

Eu não piloto porque está na moda pilotar.

Eu piloto minha máquina, eu não a visto. Minha máquina não é um símbolo de status. Ela existe simplesmente para mim, e somente mim. Minha máquina não é um brinquedo. Ela é uma extensão do meu ser, e eu a tratarei de acordo, com o mesmo respeito que tenho por mim mesmo.

Eu me esforço para entender o funcionamento interno da minha máquina, do mais básico ao mais complexo. Eu vou aprender tudo que puder sobre minha máquina, de modo que eu não dependa de ninguém além de mim para sua saúde e bem-estar.

Eu me esforço para melhorar constantemente minha habilidade de controle sobre minha máquina. Eu vou aprender seus limites, e usar minha habilidade para me tornar um só com minha máquina, de modo que nós possamos manter um ao outro vivos. Eu sou o mestre, ela é o servente. Trabalhando juntos em harmonia, nós nos tornaremos um time invencível.

Eu não temo a morte. Eu farei, no entanto, tudo que for possível para evitar a morte prematura. Medo é o inimigo, não a morte. Medo na rodovia leva a morte, então eu não vou deixar que o medo me domine. Eu vou dominá-lo.

Minha máquina viverá mais que eu. Assim, ela é meu legado. Eu vou cuidar dela para que futuros motociclistas possam admirá-la, assim como eu a admirei, quem quer que eles sejam.

Eu não piloto para ganhar atenção, respeito, ou medo daqueles que não pilotam, e nem quero intimidá-los ou perturbá-los. Para aqueles que não me conhecem, tudo que eu desejo deles é que me ignorem. Para aqueles que desejam me conhecer, eu compartilharei com eles a verdade sobre mim, para que eles possam me entender e não temerem outros como eu.

Eu nunca serei o agressor na estrada. No entanto, se outros mexerem comigo, a agressão deles será lidada da maneira mais severa que eu puder infligir sobre eles.

Eu vou mostrar respeito para com outros motociclistas mais experientes ou sábios que eu. Eu vou aprender com eles tudo que eu puder.

Eu não vou mostrar desrespeito para com outros motociclistas menos experientes ou sábios que eu. Eu vou ensiná-los tudo que eu puder.

Será minha tarefa ensinar novos motociclistas, que assim desejarem, sobre o estilo de vida dos motociclistas, de forma que a raça continue. Eu vou instruí-los, assim como eu fui instruído por aqueles que vieram antes de mim. Eu vou preservar e honrar as tradições dos motociclistas que vieram antes de mim, e vou passá-las inalteradas adiante.

Eu não vou julgar outros motociclistas em sua escolha de máquina, sua aparência, ou sua profissão. Eu vou julgá-los apenas na maneira como eles se comportam como motociclistas. Eu tenho orgulho dos meus méritos como piloto, mas mesmo assim não vou me gabar dos mesmo para outros. Se eles perguntarem, eu vou compartilhá-los.

Eu vou estar preparado para ajudar qualquer outro motociclista que realmente necessite da minha ajuda. Eu nunca pedirei a outro motociclista que faça por mim algo que eu possa fazer por mim mesmo.

Eu não sou um motociclista de meio-período. Eu sou motociclista a qualquer hora ou lugar onde estiver. Eu tenho orgulho de ser motociclista, e eu não escondo meu estilo de vida de ninguém.

Eu piloto porque eu amo a liberdade, independência e o movimento do chão sob mim. Mas acima de tudo, eu piloto para melhor me entender, entender minha máquina, as terras por onde passo, e para encontrar outros motociclistas como eu.

Por que ser motociclista estradeiro?



- Para poder sentir inebriante liberdade no corpo, na alma, na mente.

- Nas estradas, para ele não existe fronteiras nem destino prévio porque, embora possa haver um roteiro e meta estabelecida, tudo é mutável. Seu destino é não ter destino;

- Na estrada inexiste sol, calor, chuva ou frio, porque está habituado aos fenômenos naturais. Há, sim, incomparável e bela natureza detentora de desafiadoras fronteiras a serem vencidas;

- Estradas boas ou ruins deconhece-as, inclusive obstáculos, porque a tudo supera com perseverança e bravura;

- Por estar com toda natureza à sua volta, para dela desfrutar e até tocá-la na sua essência nem de cima da moto precisa sair. E de tanto isto fazer, considera-se parte dessa natureza;

- Em qualquer lugar que chegue no transcurso da sua jornada é visto com respeito e admiração por ser reconhecido como uma classe aventureira, diferente, sonhadora e até mística, pelo fato de haver muitas histórias fantásticas sobre eles;

- Mediante sua índole calma, educada e respeitosa, conversa com todos em qualquer lugar que esteja. Dessa forma descobre detalhes da vida e costumes de cada local ou região visitada, tendo por isso enorme acervo de mitos e histórias interessantes para contar;

- Extasia-se com vistas restritas e inimagináveis pelo fato de poder, em qualquer momento ou lugar, entrar em trilhas ou caminhos somente usados por animais ou pedestres e dessa forma descobrir maravilhosos recantos encobertos. Locais estes que somente são vistos por uns poucos privilegiados: os motociclistas estradeiros;

- Nas estradas, mesmo nas mais movimentadas, goza do privilégio de poder parar ou dela sair sempre que visualizar algo digno de apreciação, ou até mesmo auxiliar alguém que esteja em dificuldade;

- É o experiente viajante que aprendeu a conviver com o que de mais natural e rudimentar existe neste nosso planeta. Experiência que o faz ser, além de otimista, eternamente criativo. Razão da sua capacidade para enfrentar e superar dificuldades;

- E graças a essa vasta experiência adquirida nas estradas e pelos locais onde passou e visitou, traz guardado consigo enorme bagagem de conhecimentos;

- Enfim, motociclista estradeiro é o amálgama desta forma simples e proveitosa de viver. Uma verdadeira filosofia de vida.

O que é o "estilo de vida biker"?



De todos os motociclistas que eu conheço pessoalmente, nenhum deles vive o “estilo de vida biker”. Alguns pensam que vivem, mas, na verdade, eles não vivem. E só para deixar claro, eu também não vivo esse estilo de vida.

Muitas pessoas falam do “estilo de vida”, mas provavelmente 1% dessas pessoas realmente já conseguiu alcançar esse estilo de vida. Porque ele é realmente difícil de alcançar.

Você já ouviu a expressão “Viver para rodar, rodar para viver”. Isso define bem o estilo de vida biker. Mas é raro encontrar alguém que realmente vive de acordo com esse preceito. Há pessoas assim, mas são raras. A maioria de nós vive para outras coisas também. Muitos temos outras coisas que dependem de nós e muitos somos governados por outras coisas, sejam elas nossas esposas, nossos filhos, empregos ou negócios. Muitos de nós estamos amarrados.

Alguém que vive o estilo de vida biker não fica amarrado. O estilo de vida biker é liberdade, a liberdade da estrada, ser livre para ir a qualquer lugar.

Viver esse estilo de vida é como ser um vagabundo sobre duas rodas, viajando pelo país e nunca ficando em um lugar por muito tempo. É fazer amigos e deixá-los ir. É acordar numa manhã sem saber onde vai dormir na noite seguinte. Há pessoas que fazem isso, mas são muito raras.

Alguns acham que ser um membro de um clube com brasão significa viver o estilo de vida biker. Errado. Isso só faz de você um membro de um clube. Outros pensam que ir a eventos e passeios e fazer festas com bikers significa viver esse estilo de vida. Errado. Isso só faz de você um parceiro nessas festas.

O estilo de vida biker não tem a ver com socializar, tem a ver com ser livre. “Viver para rodar, rodar para viver”: quantos de nós tem bolas para deixar de lado tudo o que nos acorrenta e viver de acordo com esse preceito?
um motociclista é uma pessoa que nem mesmo tem um carro; uma pessoa que não roda em sua moto somente até o trabalho quando o tempo está bom, mas sim uma pessoa que faz viagens pelo país, alguém capaz de estabelecer um relacionamento com um objeto inanimado

DICAS DE ESTRADA PARA MOTOCICLISTAS AVENTUREIROS



O pneu furou?
Uma das dúvidas mais freqüentes é o que fazer se o pneu furar. Existem alguns recursos no mercado e algumas precauções que devem ser tomadas. Recomendamos, antes de mais nada, nunca pegar a estrada com pneus carecas ou em mau estado de conservação pois seu itinerário ou viagem pode acabar mal. Para pneus com câmara de ar, existem alguns produtos no mercado e são facilmente encontrados em lojas de acessórios para moto: são sprays de ar comprimido que juntamente com uma solução especial enchem e vedam o furo. Quase sempre funcionam, mas são inúteis se o furo for grande ou na lateral do pneu. A desvantagem é que a solução fica na câmara e dificulta a colagem ou remendo do furo. O único recurso é trocar a câmara.
Existem outros produtos que são colocados antes do pneu furar, mas sua eficiência é duvidosa. Você pode optar por sempre levar um kit de reparo contendo espátulas, cola, bomba e lixas. Lembre-se que para fazer o reparo de um pneu é necessário um pouco de técnica, pois do contrário, você pode destruir sua câmara. Para pneus sem câmara de ar, são as mesmas recomendações do pneu com câmara, só que o kit de reparo é diferente, pois contém as buchinhas para colocar no furo.
Nas viagens
Durante viagens longas, sua moto vai precisar de manutenção, pois o desgaste das peças e engrenagens é muito maior. É necessário verificar a cada 500 km o nível do óleo do motor, a lubrificação e a tensão da corrente. Sempre que parar para abastecer, verifique se os pneus precisam de calibragem. Cuidado com a disposição da bagagem e a tensão das amarras, pois elas podem se soltar durante a viagem. Sugerimos um kit básico, que poderá resolver a grande maioria dos problemas com sua motocicleta.
Peças: cabos do acelerador, freios, embreagem. Fusíveis, lâmpadas para o farol, lanterna e setas. Câmaras de ar sobressalentes (importante pois o reparador de câmara danifica as câmaras de ar). Velas de ignição. Corrente usada.
Utensílios: elástico extra para bagagem, canivete ou faca, rolo de fita isolante. Um pequeno pedaço de fio e um de arame fino. Lanterna pequena. Um pequeno conjunto de parafusos, arruelas e porcas. Roupa impermeável (importante). Pequeno frasco tipo dosador com óleo de motor para lubrificar a corrente.
Para o camping: sacos de dormir, barraca, sabão, escova, toalha, desodorante, repelente, cantil, marmitas, facão, etc.
A armadura: jaqueta e botas de motociclista, luvas de couro sem forro (absorvem o suor e mantêm as mãos frias). Calça de couro ou calça jeans velha (depois de um dia inteiro de viagem sua calça nova pode desmanchar). Capacete fechado. O capacete aberto é mais charmoso mas é inviável devido à chuva, insetos, poeira, pedras e pássaros. Caneleiras, se for viajar por terrenos arenosos, com cascalho ou britas.
Não leve: mochilas nas costas, pois elas causam cansaço e “caem” nas curvas. Excesso de bagagem. Excesso de peso.
Cuidados: procure não desrespeitar a velocidade limite pois um tombo longe de casa pode estragar sua viagem. Cuidado com o garupa: procure levar na garupa pessoas preparadas pois ele vai sofrer um cansaço físico maior que você. Evite viajar durante a noite.
Lubrificação da corrente: Todas as marcas recomendam que a cada 500 km você lubrifique a corrente, isso evita o desgaste excessivo apesar de sujar bastante a roda traseira, mas é mais barato limpar a moto toda semana que trocar um conjunto de relação que pode chegar a US$ 700,00 em algumas motos importadas. O lubrificante mais recomendado é óleo 90 (altamente viscoso), alguns preferem graxa náutica que é branca e não sai com água.

Calibragem dos pneus: Manter a calibragem dos pneus correta pode fazer a diferença entre estar em condições de fazer uma curva ou “seguir reto”. As motos com pneus entre 170 a 190 (traseiro) quando usadas sem garupa devem usar de 38 a 40 libras (pneu quente).
OBS: O pneu quando aquece pode por dilatação do ar, aumentar a calibragem em até 8 libras, isto significa que um pneu calibrado frio e usado em condições quentes como uma viajem com mais de 45 minutos a uma temperatura ambiente de 20° C pode chegar a 48 libras, deixando seu pneu muito duro, perdendo sua aderência quando você mais precisa, nas curvas. Já o dianteiro deve usar 4 libras a menos que o traseiro pois seu volume cúbico é menor. Se você preferir utilize Nitrogênio para calibrar, pois ele tem um ponto de dilatação mais elevado e isto mantém mais estável a calibragem. Resumindo: quando você for andar na cidade, calibre no máximo, mas quando for para estrada, lembre de acertar sua calibragem para menos, mantendo a melhor performance dos seus pneus.

Troca dos pneus: Quando você for trocar um pneu tenha alguns cuidados básicos: Procure sempre trocar em máquina de montagem, especialmente se for rodas raiadas. Após a troca, lembre-se que todo pneu vem de fábrica com uma camada de cera bastante escorregadia e tracionar ou forçar uma curva é tombo certo! Mas como evitar isso? Se for pneu dianteiro, use uma lixa grossa de qualquer tipo e passe em toda banda de rodagem; Se for traseiro, vá até uma área de areia ou cascalho fino e dê uma patinada com no mínimo duas voltas no pneu e estará limpo, a areia funcionará como lixa. Quando trocar? Geralmente os pneus originais aguentam em torno de 10.000 km nas esportivas e 12.000 km nas customs, mas independente disso, se você perceber que os pneus estão quase sem friso na faixa central, não hesite, troque-os. Outra maneira é se caso você começar a perceber que a moto está um pouco instável especialmente em curvas, examine primeiro a calibragem. Se estiver correta, então desconfie do desgaste dos pneus. Como escolher o pneu certo? Há vários tipos de pneus, alguns mais duros que duram mais e são menos eficazes quando usados no limite e outros mais macios que duram menos, mas que são “verdadeiros chicletes” no asfalto. Pense em como você usa sua moto e faça a escolha certa.
Parafusos em geral: Sempre que lembrar, dê uma geral nos parafusos de carenagem, rodas, suportes, etc. A alta vibração provocada tanto pelo motor quanto pelo tipo de calçamento afrouxam sistematicamente os parafusos, portanto não deixe de manter sua moto sempre justa.
Óleo lubrificante: Uma manutenção ideal é aquela em que você troca de óleo a cada 3.000 km e filtro a cada 6.000 km. As motos que andam em alto giro, quebram mais rapidamente as moléculas do óleo e por isso ele afina rápido, tornando necessária sua substituição. (entenda-se giro alto como 6.000 a 14.500 rpm). O mais recomendado para altos giros é o 20/40 e nas motos que andam com giro mais baixo pode-se usar até o 20/50 o mesmo usado nos carros em geral. Controle sempre o nível do óleo e acompanhe o “som do motor” ele revela muita coisa para você. Às vezes, você percebe o nível baixo do óleo pelo barulho excessivo das engrenagens, algo distinto do que você acostumou a ouvir.
Gasolina no tanque: Os mecânicos de competição no Brasil recomendam que se use gasolina comum a maior parte do tempo, não adianta usar gasolinas especiais com maior octanagem, pois o rendimento na cidade e na estrada é imperceptível. O aconselhável é usar de vez em quando na estrada um ou dois tanques de gasolina aditivada para descarbonizar o motor e limpar as partes móveis. Manter o tanque sempre cheio evita que se formem gotículas na parte superior do tanque. Essas gotículas quando permanecem por muito tempo, tendem a formar ferrugem no tanque provocando oxidação das partes móveis de bomba, carburador, etc. Por isso, mantenha sempre o tanque o mais cheio possível o que evita também que a bomba receba sujeira ou água. Já que a água é mais pesada que a gasolina, ela sedimenta no fundo do tanque e quando você anda muito na reserva, ela vai para o motor e começa aquela sessão “falha tudo”.
Bateria: Examine pelo menos uma vez a cada seis meses o nível da água da bateria, mas se caso sua bateria começar a dar sinal de vida, isto é, o farol enfraquece em marcha lenta, pisca junto com a sinaleira ou acende quando você acelera, pode procurar um posto e completar o nível da solução. Caso nada disso funcione, procure a loja mais próxima e troque-a, pois essas motos sem pedal de arranque são pesadas para empurrar mais de uma vez!
OBS: Se você for viajar e deixar a moto muitos dias sem ligar, desligue o pólo (-) negativo da bateria por segurança e por precaução contra uma possível descarga da bateria.
Moto no descanso Central: As motos com motor em linha, (cilindros um ao lado do outro) que tem carburadores um ao lado do outro devem preferencialmente ficar no descanso central. Essa medida serve para manter a equalização dos carburadores, pois quando a moto está no descanso lateral, por gravidade, os carburadores ficam com níveis variados de combustível facilitando a perda da equalização, responsável pelo funcionamento equilibrado de todos os cilindros. Caso a sua moto for ficar mais de três ou quatro dias sem funcionar, opte por usar o cavalete central. No caso de esportivas que não possuem este, compre um cavalete de oficina que suspende a roda traseira.
Capa da moto: Jamais coloque a capa quando a moto ainda estiver com o motor quente. Além do risco de incêndio por tocar em partes super aquecidas, ainda há o fato da capa fazer a moto “suar” e, com o tempo, oxidar partes metálicas.

conceitos de motociclismo e motociclistas



Olá meu irmão estou aqui para escrever sobre quais os meus conceitos de motociclismo e motociclistas em seu sentido real e não o que encontramos no Aurélio. Na prática pode-se dizer que sim, temos discernimento deste mundo que é admirado por muitos, mas vivido por poucos.

Aprendi com o tempo que para você ser um motociclista você não decide “quero ser um motociclista” e pronto. Tem que descobrir se é um ou não. Motociclista de verdade não é um status ou uma opção, mas sim um dom, pois motociclista nasce motociclista.

Motociclismo meus amigos não é apenas o fato de se pilotar uma motocicleta e gostar simplesmente de pilotar, é mais do que isso, acredito que ser motociclista envolve mais do que você e sua moto, mas sim tudo relacionado a este universo, desde ter uma motocicleta a ter um caráter e uma personalidade.

Motociclista não é aquela pessoa que tem uma moto para apreciar a paisagem só nos finais de semana. Mas sim aquele cara que tem moto como uma extensão do seu corpo e principalmente como um estilo de vida (em seu sentido literal).

Quando eu falo estilo de vida, é o fato de você comer, beber, viver, respeitar, amar, respirar a moto e seus irmãos. Por que voce acha que inúmeros Moto Clubes falam que o motociclista verdadeiro quase não se vê mais? Hum? Porque os que vivem e pertencem a esse estilo de vida, são poucos.

Exemplo disso são aqueles que têm uma motocicleta, colocam meia dúzia de penduricalhos nela para chamar a atenção, esquecendo do mais importante, sua postura quanto aos irmãos. Desta forma a moto não responde pelo seu caráter, somente pelo que você gostaria de ser e não é.

Aquele discurso que todos os “motociclistas” dão quando são questionados sobre o que é um motociclista já é clichê, porque vários deles não seguem o que falam! Então o que eu responderia neste caso?

Motociclismo é estilo de vida levado a risca, onde se ama a moto e entendem sobre elas, ama seus irmãos que compartilham o espírito motociclístico, não se deixa levar por modinhas, está disposto a aprender com a quilometragem que adquirem com a vida, deixam em casa aqueles que não querem acompanhar só porque está chovendo, está com medo ou simplesmente está frio (típico vá se foder), tem atitudes de homem (independendo do sexo) perante aos outros, ajuda o próximo seja filantropicamente, seja ao parar na estrada para ajudar o irmão que passa por alguma dificuldade e acima de tudo respeita os que te respeitam (pois não vou ser falso em falar que amamos a todos, pois não funciona assim).

Esses são os conceitos básicos que se espera de um motociclista. Se esta pessoa está inserida ao nosso meio (MC), os conceitos devem ser mais intrínsecos, pois os Moto Clubes formam uma sociedade que exige pessoas de caráter, personalidade e muito respeito.

Quando voce é convidado a participar de um MC, voce tem que ter em mente que não é somente colocar o colete, o escudo e andar de moto. É mais do que isso meu caro! É ter consciência de que se está entrando numa sociedade que preza pelo respeito, amor por suas cores e principalmente hombridade de saber qual o significado de ser motociclista

Ao ser escudado, voce responde não mais só por você, mas sim por sua família, pois voce terá o poder de mostrar a postura de todos do seu MC (Pensem nisso). Acha isso bobagem? Experimente desonrar um Moto Clube meu Chapa, nunca mais o irá fazer!

Então o que seria um Moto Clube de verdade? não quero que o nosso MC seja constituído de pessoas que tem motos somente para passear nos finais de semana. Mas sim com um estilo de vida sobrepondo-a a qualquer outro conceito de vida. Pois estamos aqui para rodar de moto e viver nossas vidas, levando o conceito de motociclismo a sério. Sem nos importar com o que as pessoas irão pensar ao vestirmos nossos coletes sujos pela estrada e nossas botas velhas e nossas roupas “desleixadas”, principalmente pelo quanto temos na carteira. Para as pessoas que se importam deixo o meu valoroso FODA-SE!

Resumindo um aspirante ou membro do nosso MC devem ter respeito pelo motociclismo! Se não tiver, não se criará em nosso meio, por isso repito diariamente, o nosso MC deve ser constituído somente das pessoas que merecer carregar nosso nome nas costas e que honram nosso escudo, caso contrário…

Estes são os meus conceitos e dos que compartilham dela, principalmente o que esperamos de um motociclista, caso não tenha esses conceitos ou não entendeu um deles, sinto muito, mas nunca irá entender, pois para mim não é um motociclista!

10 MANDAMENTOS



1) IRMANDADE, significa 'obrigação, dever, justiça' um forte laço que une as pessoas. LEALDADE, exprime 'sacrifício' e representa a dedicação ao moto clube, mesmo afastando-se da família, temporariamente. HONRA, quer dizer 'tolerância, perseverança, resistência', é agüentar o que às vezes pode parecer insuportável. ESPÍRITO, exprime 'esforço, persistência', a capacidade de se envolver de forma profunda e determinada, manter-se firme e forte.

2) Visão e conhecimento
Através da visão do futuro, clara e significativa, a pessoa pode vislumbrar melhor suas possibilidades, que, junto com o conhecimento do contexto e dos detalhes, ajudam a tomar as decisões mais sábias.

3) Melhoria contínua
O motociclista está sempre na estrada buscando a perfeição para ser melhor hoje do que foi ontem. Com os ouvidos abertos e a boca fechada, para aprender com os velhos motociclistas o que realmente é ser um motociclista, pode parecer besteira, mas sentar-se junto a um motociclista com muita bagagem nas costas e escutar enquanto é tempo é uma maneira de aprender, pois entre os motociclista ainda é muito comum a passagem de experiências de boca a boca, então aproveite enquanto ele esta a seu lado.

4) Desprendimento
O desapego. Os interesses do grupo devem prevalecer, não do indivíduo.

5) Caráter
Outro princípio é a idéia de que o comprometimento com o moto clube, em tudo que se faz para e pelo moto clube, e todas suas ações deve ser visto como uma forma de engrandecer o caráter.

6) Atitude mental
O código dos motociclistas: 'É difícil derrotar os inimigos; é fácil derrotar a si mesmo'. Todo o motociclista se concentra no autoconhecimento que gera autoconfiança e a decorrente segurança nas decisões em momentos de crise e dificuldade.

7) Confiança
Por natureza, o motociclista acredita, em primeira instância, que as pessoas, de uma forma geral, são boas e honestas. O pressuposto básico que permeia todo início de relacionamento é a confiança. Compartilhar refeições, trocar presentes, participar de fases da vida são formas de construir o moto clube.

8) Habilidades escondidas
Manter-se escondido mostrando um perfil modesto, restrito, contido e reservado, sem vangloriar-se ou exibir-se gratuitamente, deixando para revelar suas mais importantes forças no momento apropriado e de forma estratégica.

9) Intuição
Entre os motociclistas, esta característica é fundamental aos seus instintos. A observância a detalhes, a visão holística, o conhecimento tácito e a disciplina constante

10) Harmonia
Das reuniões às estradas, de encontros à viagens solitárias, das amizades e inimizades, da guerra à paz, tudo o que permeia a cultura motociclista contém elementos que se traduzem em equilíbrio, harmonia. A paciência é uma virtude que se traduz em longas rodadas de negociação e a busca da compreensão da posição do outro ajuda a encontrar soluções.

TEMPOS PASSADOS


Muitos quilometros atrás de mim
E muitos mais para onde ir
Duas rodas em uma estrada

Lá fora, na estrada
Os anos passam tão depressa
No entanto,
As lembranças permanecem
Pessoas, lugares, tempos idos
Coisas que se foram
Uma coisa que eu vou lembrar
Como o tempo passa!
As estradas sempre mudando

Lá fora, na estrada
Cada dia é diferente
Que você não pode negar
E as pessoas vêm e vão
Assim como outros tempos
Embora as pessoas
São como as estações
Elas mudam a ir e vir
Estações estão sempre mudando

Lá fora, na estrada
Uma coisa não vai mudar
Como o passar dos anos
Eu ainda posso ser encontrado

Lá fora, na estrada
Lá fora,
Em cima da minha motocicleta!

vida do motociclista

A vida do motociclista que pertence a estrada.
Sua motocicleta que é tudo para você,
Porque para algumas pessoas,
A sua motocicleta é a sua vida.
Mas não me venha falar de determinada marca de motocicleta
E não dizer nada sobre a pessoa que pilota,
Por favor,
Não importa qual a motocicleta,
Mas sim a minha motocicleta.


Definição tradicional de motociclistas:
Um homem que leva uma vida
Que gira em torno de fazer parte da irmandade
De pilotos de motocicletas.

E compartilhar as atitudes tradicionais
Sobre o código da estrada.

Perguntas controversas:
São os que vão a encontros, os motociclistas?
São os que trabalham todo dia com sua moto, os motociclistas?
São os que rodam sem destino, os motociclistas?
São aqueles que não dão as costas quando você precisar deles?

Em conclusão, os motociclistas é um estilo de vida.
Às vezes é um "estilo de vida com atitude".

"se eu tiver que explicar, voce não entenderia"



Envelhecer é mais do que ter cabelos brancos.
Viagem de noite somente com um cobertor.
Metade das vezes não havia destino,
não havia mapas.
Tratava-se apenas de pegar uma estrada,
qualquer estrada,
eventualmente você iria parar em algum lugar.
E com tantos dias na estrada
é óbvio que não tínhamos chuveiro,
somente os córregos ou
a pia de algum posto de gasolina.
O que você vestia quando partiu é o
que você estaria vestindo ao voltar pra casa.
Hoje são feitas reservas com antecipação em hotéis,
mas só depois de procurar na Internet
A primeira coisa que vai à bagagem é o cartão de crédito,
seguido pelo GPS para que eles não se percam
e possam encontrar o caminho de volta pra casa.
Não mencionei o celular porque é algo óbvio
Eu sinto profundo pesar pelos novos bikers
que não curtiram a estrada do jeito que ela costumava ser.
Cada geração curte o que faz e o jeito como faz,
certamente eu não posso lhes negar isso.
Que vocês rodem por muito tempo.

CANTO DA ESTRADA




MONTADO EM MINHA MOTOCICLETA
E DE CORAÇÃO LEVE
EU ENVEREDO PELA ESTRADA,
SAUDÁVEL, LIVRE,
COM O MUNDO À MINHA FRENTE,
LEVANDO-ME AONDE EU QUERIA.
ESTRADA MINHA E DE TODOS,
O QUE POSSO LHE DIZER
É QUE NÃO TENHO MEDO DE DEIXÁ-LA,
POR MAIS QUE A AME
VOCÊ HÁ DE SER PARA MIM
MAIS DO QUE O MEU POEMA.
EIS COMO HÃO DE SER OS DIAS
QUE LHE PODEM SUCEDER
NEM BEM CHEGANDO À CIDADE
À QUAL ERA DESTINADO
DIFICILMENTE SE HÁ DE ESTABELECER
E TER ALGUMA SATISFAÇÃO
SEM QUE OUÇA UM APELO IRRESISTÍVEL
A DE NOVO PARTIR

É chegada a hora


“ É chegada a hora,
com ou sem destino,
o importante é estarmos juntos,
sentindo o vento, a chuva ou o sol no rosto,
sentindo este maravilhoso ronco,
desta máquina que nos transporta
para a maior de todas as emoções,
que é viver.
Sobre duas rodas vamos nós,
amantes da liberdade,
resgatando os sonhos que ficaram para trás,
a fim de torná-los realidade.
Cada qual com seu estilo,
independente ao sobrenome que herdou,
nesta trilha da vida somos todos iguais,
e responsáveis por construir o nosso hoje e nosso sempre.
Não podemos deixar passar este tempo.
Se não tivermos histórias para contar
é porque com certeza não vivemos.
Temos que fazer valer a pena,
já que estamos aqui por um curto espaço de tempo. ”

IRMÃOS DA ESTRADA




Como dizia um irmão, ontem, numa mesa de bar, rodeado de outros irmãos: vamos deixar de lado essas picuinhas e sandices e vamos fazer o que realmente interessa, que é pegar algumas estradas e rever velhos amigos, fazer novas amizades, talvez encontrar outros amores, ah!
Deixemos de nos preocupar com o que dizem e com as vidas de outrem, e nos preocupemos apenas em viver com alegria. E que cada um siga sua estória, sua estrada em paz, fazendo dela o que bem interessar.
Somos rebeldes com ou sem causa, românticos, aventureiros, bobos, amantes, felizes...
Somos apenas mais um na estrada, e ela, como boa amante não tem dono até prova em contrário. Com seus problemas, desníveis, buracos, pedágios, calor, frio, chuva, gente que não respeita e de toda espécie...
Carregamos a bandeira da liberdade, mas não conseguimos respeitar o ponto de vista e a liberdade de uma outra pessoa? Cada um que faça o que bem quiser, mas garanto, me encontre por ai, pelas estradas!!!!
A quem devemos chamar de 'motociclista'? Ultimamente, pelas facilidades dos dias de hoje, qualquer um pode comprar sua motocicleta e sair por ai a andar com a mesma, mas e aí?
Pode-se andar com uma motocicleta como se anda com um carro, caminhão, onibus, trem, bonde ou qualquer outro tipo de transporte para se locomover de um lado para o outro.
O que faz um motociclista ser diferente de outro motociclista?
Chego a conclusão que este questionamento é igual a que diz "de onde viemos, por que estamos aqui e para onde vamos"
Como somos todos diferentes uns dos outros, cada um pode chegar a uma conclusão diferente, e esta ai a beleza, porque podemos passar noites inteiras junto dos amigos e conversar sem chegar a conclusão nenhuma.
Nos idos de qualquer tempo, dei inicio a minha caminhada com uma ttzinha e não sei qual será a minha última montaria, mas sei que entre a primeira e a derradeira viverei bons e maus momentos, creio que serão mais bons do que maus, e por isso tenho grandes lembranças de tudo que vivi, e de tudo e todos que por minha vida passaram, e os que ainda viverei para ver acontecer.
Grandes amigos, outros nem tanto, caras chatos e ranzinzas, gente feliz e de bem com a vida, eternos amores que nem foram tão eternos assim, paixões, estradas, ah! estradas, muitas vezes sozinho por ai a procura de algo que espero nunca encontrar! pois não quero chegar ao fim da procura, e sim permanecer na busca, tal qual a do santo graal.
Me perdoem, mas minha motocicleta não é um meio de transporte ou seja lá o que chamem, ainda não descobri pra que ela serve ou o que ela é e significa para mim.
Sei que ela deveria vir com um motor tipo motocontinuo que rodasse eternamente, para que eu não parasse nem em postos para abastecer, e que quando eu me fosse dessa para melhor, talvez!? a levasse junto comigo, a rodar pelas estradas do Valhala junto de mim e de tantos que lá estão a minha espera e de quem sinto tantas saudades...
Quem diria, eu, olhando para trás, para toda uma vida, fico boquiaberto de tantas coisas que já fiz em cima da minha pequena, quantas vezes a xinguei, por perder um caminho, de me deixar na mão, por me derrubar... ah! e teve, também, as vezes que a acariciei e chorei sozinho em cima dela, lembrando das grandes alegrias, dos amigos e irmãos que me acompanhavam e hoje me esperam do outro lado. Quantos tapinhas de amor já dei nela, dizendo para que não se preocupasse, que a bunda também doía, mas logo teríamos um lugar para pousar e alimentar o corpo e o espírito.
Como diria outro irmão: "se não sabe, vai ter que aprender" quando a gente saia sem rumo e sem condição!
Quantas loucuras, perigos, tombos, besteiras fizemos juntos?
A minha motocicleta é muito mais que um meio de se locomover de um ponto a outro!!!!!
Por isso o cara que ama estar por aí, em cima de sua pequena, nunca voce verá com a 'cara amarrada', carrancudo, percebe? ele vai estar sempre com um sorriso no rosto, uma mão estendida, uma palavra amiga e certa nas horas certas... com muita vontade de sentar e escutar, contar suas façanhas, tomar umas cervejinhas, hoje já não muitas, pois a idade já não deixa fazer tanta besteira!
E aí? o que te leva a ser um de nós?

Dedico estas palavras a quem já sentiu a brisa no rosto a uns bons kms numa estrada!
Que a estrada seja longa e prazerosa!

ESTRADA


As vezes fico a olhar para a estrada
Parece que ouço ela me dizer:

“Vem! Vem! Use-me! Sou toda sua!
Não tenho fim,
e muitas aventuras teremos juntos
Diga-me onde queres ir,
posso levá-lo a qualquer lugar”

“Deixe de apenas me olhar
e aproveite o que posso lhe dar
Tome logo uma atitude e me use
com desejo de mais e medo de menos!”

A estrada é longa e infinita
Pode te levar e trazer a qualquer momento
Te deixando livre a escolher seu caminho
É só ouvir o seu chamado!

Ah, a estrada...
Para percorrer seus caminhos
É necessário muita coragem
De deixar tudo para trás
E um dia retornar pelos mesmos
Caminhos que um dia foi

Estrada que seduz e provoca
Que dá vida e morte
Que apaixona e dá raiva
Como posso deixar de te amar!

Verdadeiro Motociclista

IRMÃOS
Um verdadeiro motociclista é aquele que conhece sua motocicleta
Sabe ouvir o ronco do motor quando um parafuso esta frouxo
Enquanto alguns 'ditos' motociclistas levam suas raridades a mecânicos
Voce cuida dela com o coração para senti-la sempre perto de ti
Isso leva algum tempo perto do seu cavalo de aço para aprender
E não basta apenas compra-la e sair por ai dizendo ser o 'tal'
Para um motociclista não é necessário sair pela estrada como um tolo
Ha! ha! é muito mais do que isto
É com o coração que se vai pela estrada
Hábito praticamente perdido nos dias de hoje
Dias com milhões de motos pelas ruas e estradas
Um motociclista não passeia por ser legal
É mais do que isso
Ele faz parte da estrada e sua motocicleta é extensão do seu corpo
À maneira de seus irmãos que cuidam de si mesmos e de suas máquinas
Ele é o coração de sua tribo
E dessa forma ele quer ser conhecido!

ESPIRITO LIVRE

ESPÍRITO LIVRE

Paredes não me seguram
minha mente e coração são livres
este corpo só se anima
em cima de uma motocicleta
rompendo alguma estrada
quando estou parado em algum canto e
ouço o ronco de motores distantes
mais uma vez minha mente se anima
e para além da porta trancada
saio com minha motocicleta para a liberdade
hoje posso estar preso a minhas memórias
mas não derrame uma lágrima por mim
meu cavalo de aço esta a minha espera
mesmo com inúmeros anos passados
juntos sempre estaremos
solto um grito de liberdade
agora corpo, mente e espírito estão livres
montado em minha motocicleta por noites enluaradas
em estradas para o mar ou para montanhas
amanhecer em qualquer posto de gasolina a beira da estrada
pois embora a sociedade tente me prender
e com suas amarras me segurar de algum modo
meu coração e mente vagueiam livres

Qual a hora certa para a troca de oleo?


“Eu troco o óleo toda semana”. “Não deixo passar dos 1.000 km”. “O ideal é trocar na metade do recomendado pelo fabricante”. Esses são apenas alguns dos mitos que existem sobre a troca de óleo nas motos. Perdido no meio dessa confusão toda, o motociclista, que se preocupa com a manutenção do seu veículo, fica sem saber qual a hora certa de troca o óleo de sua moto.A dúvida não deveria nem existir, afinal em todo “Manual do Proprietário” que acompanha as motocicletas há as recomendações dos fabricantes sobre o óleo correto e o intervalo entre cada troca de óleo. Mas o que fazer quando até mesmo na própria concessionária autorizada o mecânico recomenda substituir o fluido antes do recomendado?“Realmente, 90% dos mecânicos que recebem treinamento trocam na metade do intervalo recomendado”, admite Alexandre Hernandes, Instrutor Técnico da Yamaha Motor. Responsável por capacitar os mecânicos das oficinas autorizadas, Alexandre afirma que isso acontece porque os mecânicos acreditam que dessa forma o motor dura mais. “Essa idéia vem da década de 80 quando os óleos duravam menos. Agora a tecnologia dos óleos evoluiu muito e o fluido dura mais”, explica.Ao longo dos anos, assim como as motos, os óleos evoluíram. Tanto na viscosidade como nas especificações da API (American Petroleum Institute). “Antes os óleos atendiam normas mais antigas da API, agora o Yamalube, óleo recomendado pela Yamaha para suas motos, atende à norma SL, quer dizer uma especificação mais moderna, o que permite um maior intervalo na hora de trocar o óleo”, ressalta o Instrutor da Yamaha.Nas motos de baixa cilindrada da marca, como por exemplo, a YBR 125 Factor, a fábrica recomenda a troca de óleo a cada 3.000 km – exceto na primeira troca que deve ser feita aos 1.000 km junto com a revisão. Porém, uma rápida visita aos fóruns na internet ou uma conversa com motociclistas mostra que a maioria faz a substituição a cada 1.000 km, inclusive com recomendação da concessionária. “Os concessionários recomendam isso porque sabem que a maioria dos clientes não verifica o nível do óleo entre as trocas. Então para evitar problemas recomendam que se troque o óleo na metade do tempo”, justifica Alexandre.Alexandre aproveita para alertar os motociclistas: “mesmo que a troca seja recomendada a cada 3000 km o motociclista precisa verificar o nível de óleo periodicamente e, se necessário for, completar com o mesmo óleo utilizado”. Se o motociclista utilizar um óleo diferente, o fluido pode perder suas características, alerta ele.O engenheiro da Honda, Alfredo Guedes, faz coro e admite que a troca do óleo antes mesmo que o recomendado pela montadora também acontece em concessionárias da marca. “O consumidor é resistente a mudanças. Antes, quando o óleo tinha especificação inferior, a troca devia ser feita aos 1500 km. Desde a CG 150, passamos a recomendar o óleo Móbil Super Moto 4T que tem viscosidade 20W50 e atende à norma API SF, portanto as trocas passaram para cada 4000 km. Com exceção da primeira que deve ser feita obrigatoriamente aos 1000 km ou após seis meses.”, explica Guedes.A validade do óleo também é outro fator a ser levado em conta. Após sair da embalagem o óleo dura seis meses. Mesmo que a moto não rode a quilometragem indicada, depois desse período o óleo deve ser substituído. “Mas trocar o óleo toda semana ou a cada 1000 km, além de jogar dinheiro fora, o motociclista vai gerar resíduos desnecessários para o meio ambiente”, relembra o engenheiro que há 14 anos trabalha na Honda.O óleo certoAlfredo Guedes também alerta para o uso do óleo correto, ou seja, aquele recomendado pela montadora. “O consumidor deve sempre usar o óleo recomendado pelo fabricante. Pois já fizemos exaustivos testes em bancadas, ou rodando em condições severas. Muitos proprietários de motos maiores, como a CBR 600RR, por exemplo, querem usar óleo de base sintética, porque acham que é melhor. Não recomendamos”, avisa o engenheiro.Segundo ele, os óleos de base sintética podem formar uma película nos discos de embreagem e reduzir o atrito. Com isso a embreagem pode começar a patinar. “Alguns fabricantes de óleo sintéticos afirmam que isso não acontece mais, porém a Honda ainda não testou esses óleos e o motociclista não deve utilizá-lo em nossas motocicletas. Exceto alguns modelos de competição que têm embreagem a seco”, reforça ele.A maioria das motos de rua tem discos de embreagem banhados a óleo. Enquanto nos carros há um lubrificante específico para o motor e outro para a caixa de transmissão, na maioria das motos com motores quatro tempos à venda no Brasil o mesmo óleo que lubrifica cilindros e pistões, lubrifica também a caixa de marchas e a embreagem. “Por isso nunca se deve usar óleo de carro em motocicletas”, conclui Alexandre Hernandes, instrutor da Yamaha.ConclusãoPara saber qual a hora certa de trocar o óleo de sua moto a principal recomendação dos fabricantes é só uma: seguir à risca o “Manual do Proprietário”. Tanto em relação ao óleo a ser utilizado quanto ao intervalo entre as trocas. Com isso, segundo o Instrutor da Yamaha, o motociclista tem a garantia de estar cuidando bem da lubrificação de sua moto. “Seguindo o Manual não tem erro, não tem xabu”, reforça Alfredo da Honda.5 dicas sobre troca de óleo:1) Nunca use óleo de carros em motocicletas2) O óleo certo para cada modelo de moto é o recomendado pelo fabricante3) Verifique o nível do óleo semanalmente4) Na troca de óleo, verifique a necessidade de substituir os filtros de óleo e ar da motocicleta5) Caso sua moto não rode muito, troque o óleo a cada seis meses

sábado, 29 de outubro de 2011

Kansas 250c

Kansas 250 é custom média em edição limitada da Dafra; saiba como ela roda

A Dafra Motos aproveita o bom resultado de vendas de seu modelo custom Dafra Kansas 150, com mais de 20 mil unidades entre 2008 e 2009, para alavancar o lançamento de um modelo de média cilindrada, a Kansas 250. Com preço sugerido de R$ 9.990, o modelo é uma edição limitada, segundo a própria montadora, e terá como concorrentes diretos a Kasinski Mirage 250 (R$ 15.190), a FYM FY-250 (R$ 10.954), a Amazonas AME C1 (R$ 12.600), a Garinni GR 250 T3(R$ 13.500) e a Sundown V-Blade 250 (R$ 12.330). Nesta disputa, a Kansas 250 larga na frente, ao menos no custo para o bolso.
Quem lançar um primeiro olhar para esta custom e tiver uma boa memória, com certeza irá dizer que a moto é muito parecida com a famosa série Virago, da Yamaha, em especial a 1100. Rodas de liga-leve, guidão no estilo "chifre de boi" -- curvo e bastante fechado --, duplo amortecedor na suspensão traseira e apoio lombar para a garupa. Esses eram exatamente os mesmos itens que equipavam a custom japonesa de grande cilindrada. Pelo tamanho, a Kansas também lembra a extinta Virago 250, com exceção das rodas, raiadas no modelo da marca nipônica dos três diapasões.
O estilo com certeza é o ponto alto da motocicleta. Diversos cromados espalhados pela Kansas dão um ar de moto maior. Rodas de liga-leve de acabamento polido -- aro 18 polegadas na dianteira e 15 na traseira -- realçam o desenho da pequena custom. A montagem da moto mereceu uma atenção especial por parte da empresa.

As manoplas têm bom acabamento e boa empunhadura; assim como as pedaleiras, montadas sob coxins de borracha, que reduzem a vibração. A mangueira de freio dianteira recebe uma capa metálica, imitando mangueiras de malhas de aço. Na parte superior do cilindro traseiro há uma armação metálica do lado direito impedindo que o piloto queime a perna no motor.


IMPRESSÕES
Montado na pequena custom, a primeira impressão agrada. O guidão curvo e fechado dificulta um pouco as manobras para os novatos, porém nenhum grande problema para se adaptar devido ao baixo peso da moto (144 quilos, em ordem de marcha). O motor bicilíndrico em V, com 248,7 cm³, comando simples no cabeçote e refrigerado a ar, gera 21 cv de potência a 7.000 rpm e 2,35 kgfm de torque a 6.000 rpm. A alimentação é feita por um único carburador. Mesmo sem a injeção eletrônica o sistema de alimentação funcionou muito bem, sem falhas ou engasgos. O que é elogiável na Kansas 250 é a capacidade de retomada de velocidade. Em trechos de estrada, por exemplo, não é necessário recorrer a reduções no câmbio de cinco marchas.

POLUENTES
Antes que os motociclistas mais conscientes perguntem, a nova Dafra não atende à nova lei de emissão de poluentes, que entrou em vigor em janeiro deste ano. Segundo a assessoria de imprensa da Dafra, "a Kansas 250 não se enquadra no Promot 3, pois seu lançamento foi planejado desde o segundo semestre do ano passado, quando a regulamentação ainda não vigorava. Existem modelos 2008/2009 e 2009/2009. Como o prazo para o início do Promot 3 foi adiado para abril, todas estas motos podem ser comercializadas normalmente, mesmo ainda não se enquadrando à nova regulamentação".

Fica uma pergunta no ar: será que a Dafra lançará a Kansas 250 injetada, que completaria o mix de produtos e respeitaria ao meio ambiente?

SURPRESA NO TRÂNSITO
No trânsito, a Kansas roda dentro de seus limites, mas com desenvoltura. Não chega a ser ágil como uma utilitária, mas também não pode ser considerada um "tanque de guerra", circulando nos corredores formados pelos carros. Com um pouco de paciência e prudência, ela dribla os congestionamentos sem maiores problemas. O motor não demonstrou falta de fôlego no percurso urbano, mesmo com a unidade testada, que tinha apenas 15 quilômetros percorridos. As suspensões surpreenderam. Em nenhum momento chegaram ao final do curso. O garfo telescópico na dianteira com 140 mm de curso e o duplo amortecedor na traseira -- de 55 mm de curso --, cumpriram seu papel com louvor.

Um cuidado a ser tomado com uma moto zero são os freios. Ambos a disco e com acionamento por duplo pistão, apresentaram funcionamento borrachudo. Comportamento até certo ponto normal para uma zero-quilômetro. Espera-se que apresentem melhor rendimento com os quilômetros rodados e o "assentamento" das pastilhas. O câmbio tem funcionamento macio, com engates precisos, porém notamos muita folga entre o neutro e a segunda marcha.

NA ESTRADA
Quando se pensa em moto custom, estradas com longas retas vêm à cabeça. Com a novidade da Dafra também não é diferente. Rodovias são encaradas com facilidade e sem pressa. Velocidades de cruzeiro entre 100 e 110 km/h são ideais para esta 250cc. Nessa velocidade o que irá incomodar é a vibração, sentida principalmente no pé direito. Se forçar o ritmo a custom não irá muito além dos 130 km/h.

Depois dos 100 primeiros quilômetros rodados e nem sempre aliviando o acelerador, era hora de medir o consumo. A Dafra Kansas 250 conseguiu uma boa marca: 25,18 km/litro, variando entre trechos de estrada e cidade com a motocicleta praticamente zero quilômetro.

A segurança também é transmitida pelos pneus Pirelli City Demon, que em conjunto com a ciclística oferecem muita confiança ao piloto. Mas cuidado, as pedaleiras irão raspar no asfalto com relativa facilidade se o proprietário da Kansas quiser abusar em curvas.

CONFORTO
A posição tipicamente custom em um primeiro momento parece confortável, mas após alguns quilômetros rodados a realidade vem à tona e a pilotagem fica cansativa. Já que os bancos do piloto e garupa seguiram um padrão inverso de construção. O primeiro é largo, porém a espuma é muito mole e cansa rápido; o assento para a carona é mais estreito e com a espuma rígida. Para colaborar com a vida do garupa o encosto lombar (sissy-bar) vem como equipamento de série na Kansas 250.

Como as custom são um dos estilos prediletos para modificar a moto, o futuro proprietário da Kansas 250 pode pensar em tornar o banco mais confortável para encarar longas jornadas.

Para quem deseja uma motocicleta de média cilindrada com visual mais exclusivo no trânsito, dar um "upgrade" na cilindrada ou mesmo ter uma pequena custom para se personalizar, a Dafra Kansas 250 pode ser uma ótima companheira. Seja no trânsito ou em viagens, rode sempre com muita calma, como manda o estilo custom.